Bin em “Para Todas As Mulheres Que Já Rimei” | Resenha

Em total ascensão na cena, o jovem artista “Bin”, do Rio de Janeiro, lançou, no dia 29 de setembro de 2020, seu álbum de estreia que carrega o nome de “Para Todas As Mulheres Que Já Rimei”.

Contendo nove faixas com produções de tirar o fôlego de Ajaxx, Ariel, Daniel Hunter, Kizzy, Mãolee, Jess Beats e Dallass, e também participações de MD Chefe, Borges, L7NNON, Azevedo, Maquiny, MC Maneirinho, PL Quest e Ryan, e o álbum vem rendendo ótimos números.

Originário de Belford Roxo, município carioca, Bin é um dos grandes destaques do ano. Após seu hit “Marília Mendonça” estourar e atingir o topo das plataformas digitais no Brasil, tudo vai se encaixando de forma majestosa para o rapper e sua carreira.

O álbum foi inicialmente planejado para ser um EP, mas conforme o tempo passou, o artista decidiu compilar as faixas e trazer seu álbum de estreia em uma jogada ousada, porém, certeira. A fórmula do sucesso do projeto vem justamente nas várias “cartas” que Bin direciona em forma de canção; cada uma delas é dedicada para uma mulher que marcou sua vida… Podemos interpretar dessa forma — e vale muito ressaltar que, por mais que o projeto tenha um único tema, a diversidade do artista tanto nos flows, melodias, nas letras e nos beats dos produtores é um toque importante que somente agrega valores positivos na obra de estreia do rapper carioca. 

Portas abertas para o “mainstream”

Bin vem se mostrando um rapper muito sólido e dedicado em todos os quesitos artísticos, e com a chegada de “Para Todas As Mulheres Que Já Rimei”, novas portas podem ser (e serão) abertas para a carreira do mesmo; não seria nenhuma surpresa se ouvíssemos “Marília Mendonça” ou “Culpa do Álcool” tocando nas rádios do país — são dois exemplos de como Bin é versátil, único e ao mesmo tempo um artista comercial em ascensão com muito potencial, e isso nos traz à algo que vale muito a pena refletirmos sobre: como as músicas com teor sentimental podem se tornar em um leque muito vasto de opções para se seguir, tanto em composições, quanto em temáticas e teor comercial (pois não é difícil enxergarmos que o mundo do Rap vem se mostrando muito forte em solo brasileiro – isso também graças à artistas que bateram de frente contra a pressão do seu público e que conseguiram provar que é possível ser ‘mainstream’ sem perder sua originalidade).

foto: Pedro Darua

Após um álbum tão bem aceito quanto “PTAMQJR”, é de se esperar que Bin seja mais e mais reconhecido conforme o tempo passar, pois seus números só aumentam, tanto em serviços de streaming até no número de seguidores nas redes sociais.

Tudo que o artista lança é reconhecido e elogiado — e não é por menos, o talento do carioca é inegável e o primeiro projeto compilado trouxe um marco em sua carreira, assim como a confirmação de que o rapper pode sim escolher outras temáticas para novas obras futuras sem perder seu toque artístico tão especial que o fez ser consolidado como um dos mais novos astros da nova escola. 

Ouça “Para Todas As Mulheres Que Já Rimei”.