7 coisas que aprendemos com o Espião no Programa Freestyle

Nessa quinta-feira, o novo episódio do Programa Freestyle trouxe o MC Espião para contar um pouco da sua longa trajetória no rap, que traz inúmeras histórias como o famoso “Porão do Espião”, o começo do icônico Rua de Baixo e a parceria com o beatmaker Sala 70.

Reunimos algumas coisas que aprendemos com essa conversa, mas não deixe de assistir a meia-hora de conversa recheada de histórias. Aproveite também para ouvir no novo disco do Espião com Sala 70, O Jantar Está Servido, prometido há 7 anos, mas que chegou pesado.

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1. A parceria com o Sala 70 começou a partir de um remix que o beatmaker fez para “Difícil”, que o público curtiu e mandava para o Espião por MSN, Orkut e tudo quanto era jeito. “Já pirei de cara”, conta o MC, que curtiu tanto que colocou o som no novo disco O Jantar Está Servido.

2. Aprendemos também que a primeira vez que o Espião subiu ao palco foi pra fazer dobras. Seu primeiro show foi em um lugar chamado Recanto do Bagaço na primeira formação do Rua de Baixo, que trazia o DJ Duenssa e Negro IC, que depois foi morar fora do Brasil, fazendo o grupo virar dupla.

3. Em 1996, a rede Globo flagrou o famoso “Porão do Espião” durante uma reportagem que mostrava a cena rap para introduzir o lançamento do Racionais MC’s, Sobrevivendo no Inferno. Segundo Espião, existe uma VHS perdia em sua casa mostrando o lugar mítico, que ele pretende um dia achar e digitalizar.

4. O Espião e o Duenssa se falam até hoje e conversam sobre talvez criar algo novo para o Rua de Baixo, mas a responsa é grande. O grupo virou um ícone do rap nova escola, o fino do underground brasileiro, e realmente a pressão não seria pouca por uma novidade do grupo.

ASSISTA O PROGRAMA FREESTYLE COM ESPIÃO:

5. Usar o termo ‘rap underground’ caiu em desuso porque para Espião todo mundo é underground hoje. O MC sempre considerou underground o artista sem contrato com gravadora que ainda assim gravava seu material e colocava na rua. Só que hoje a indústria musical mudou e muitos artistas fazem seu corre sozinho, às vezes se associando a uma gravadora apenas para distribuir o material, mas para ele as pessoas entendem que o rap underground é aquele que possui qualidade sem ter tantos views.

6. Se pudesse ter vivido de música, Espião teria feito isso. Mas nunca recebeu propostas e nem foi atrás de um contrato com gravadoras. Segundo ele, como gosta de usar muitos samples, isso dificulta comercializar e distribuir sua música.

7. Espião explica um pouco como constrói sua métrica e a importância de dar segmento à sua ideia. O MC fala que a molecada hoje curte e aprecia muito o flow, que é legal e tal, mas o que tá sendo falando na rima? Realmente, nem sempre isso é levado em consideração. Ele inclusive aprendeu a falar em inglês para entender o que os MCs gringos falavam em suas letras.

Ouça O Jantar Está Servido, de Espião & Sala 70:

<a href=“http://ojantarestaservido.bandcamp.com/album/o-jantar-est-servido”>O Jantar Está Servido by Espião & Sala 70</a>